segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Política e a Igreja .




Para iniciar este artigo primeiramente é preciso entender que o desenvolvimento da dimensão espiritual é o objetivo das religiões. É a partir daí que tudo decorre segundo princípios espirituais.

Isto quer dizer que espiritualidade liberta o homem, proporcionando a ele ampliar seus horizontes e compreender qual é seu papel no mundo a partir de uma experiência intima com Deus. Enfim, é a espiritualidade desenvolvida que levará o homem produzir ou não os bons frutos.

O papel da igreja  é ser ponte do homem com Deus, para que o homem possa direcionar a vida, ter paz, cumprir sua missão e assim ser feliz.

A partir da experiência de Deus em sua vida, o homem não se incomoda, pelo contrário, vai em direção a outro cabendo ao pastor, padre, ou qualquer líder religioso a incentivar a fraternidade, o amor ao próximo dentro dos princípios espirituais.

O que não pode acontecer é a igreja, ou parte dela , construírem ideologias partidárias, tomando rumos específicos pois, fazendo assim disvirtua-se do sentido de sua missão.



O cristão não tem sigla partidária. A dimensão espiritual está além dos parâmetros, e desta maneira, a igreja precisa caminhar. Quando a igreja mesmo que indiretamente direciona-se para uma ideologia partidária está discriminando o homem e aí perdendo fiéis, pois esta disvirtuando-se da sua missão de pastorear para fazer política partidária, papel que deve ser desempenhada pelos partidos políticos.

A igreja nos tempos de hoje tem usado de maneira intensa a mídia, é concessionária de várias empresas de comunicação, tal como escrita, falada ou televisiva. Infelizmente, temos visto que grande parte de clero, pastores ou lideres religiosos atuam na área de comunicação.Seus editoriais tem sido tendenciosos e de políticas ideológicas.

Para finalizar, a igreja não pode estar a serviço da política, mas sim a serviço de Deus, levando sempre as Boas Novas sem discriminar o cristão segundo sua ideologia partidária.

O homem independentemente de sua espiritualidade, caso tenha vocação para a política, assim se conduzirá. Porém, por ter uma experiência com Deus em sua vida certamente atingindo o poder ele não perderá, pois, onde estiver será sempre um instrumento de Deus para a humanidade, e desta forma sua prestação de contas políticas não será feita para homens e sim para Deus. Quando a igreja se fundamenta na fé, e no seu papel institucional que é ser a ponte de ligação do homem a Deus estará construindo um mundo melhor, mais justo e sem a necessidade de apelos secundários ou abrindo portas a ação do mal a humanidade pelas suas próprias entranhas.

À igreja cabe cumprir o dever de voto e oração pela humanidade.

Não confundamos isenção com alienação, nem engajamento com comprometimento.

O cristão precisa saber que a política em sua essência é algo muito bom.

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