sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ao contrário das pesquisas, nas ruas Marina Silva (PV) arrasta multidão




Em visita ao Estado nesta sexta-feira (17), a senadora Marina Silva mostrou que, ao contrário do que dizem as pesquisas, tem grande aceitação da população capixaba. Durante seu discurso, ela enfatizou a participação popular no Estado em sua campanha e reafirmou seu compromisso com o meio ambiente, a saúde, a segurança e a educação dos brasileiros.

“Não somos direita, nem esquerda. Vou me juntar aos melhores do PT, PMDB, PDT, e outros, porque ser opositor por ser, ou ser continuista por ser continuista, não dá. Eu vou ser sucessora”, disse a senadora licenciada, candidata à presidência do Brasil nas eleições 2010.

Foi neste tom e com o apoio de mais de 300 pessoas que a senadora manteve o discurso na manhã desta sexta-feira (16), no Clube Álvares Cabral.

A presidenciável criticou veementemente as trocas de acusações entre os demais candidatos durante o horário eleitoral, elogiou a investigação no caso da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra e detalhou suas escolhas, afirmando ser favorável à candidatura de Renato Casagrande (PSB), com quem teve um encontro amistoso também nesta sexta-feira (17). Marina classificou o candidato socialista a governador do Espírito Santo como uma boa ajuda às questões ambientais no Senado.


A candidata creditou o forte apoio popular visto no Espírito Santo ao fato de não ter alianças viciadas e pensar no futuro ao invés de lamentar o passado. “Não somos direita nem esquerda, somos a frente e é por isso que o povo está conosco”.

Entre seus projetos políticos foram reafirmados no Estado a intenção de aumentar dos atuais 5% de recursos voltados para a educação para 7% e o projeto de realizar uma reforma no sistema policial brasileira visando a um trabalho cíclico entres polícias Militar e Civil.

Marina disse ainda que, se eleita presidente, irá manter o Bolsa Família, porém priorizando a capacitação para que o brasileiro não dependa mais do benefício.

Já sobre o meio ambiente, marca registrada da senadora, ela falou pouco. Sobre a compatibilidade do sistema capitalista, seguindo como exemplo o aporte de grandes empresas poluidoras no Estado, com o desenvolvimento sustentável, a presidenciável alertou que não há mais tempo para esperar por um modelo ideal de desenvolvimento.

“Não há um modelo a ser copiado nem na sociedade socialista, tanto lá como aqui, na capitalista, há grandes desastres ambientais conseqüentes de modelos frustrados. Portanto, é necessário que todos saibam que o planeta está adoecendo e que estamos com 30% dos nossos recursos no vermelho e que algo precisa ser feito agora, e isso inclui a todos”, ressaltou a presidenciável.

Sobre a exploração de petróleo no Estado e a divisão dos royalties, Marina afirmou apenas que não considera adequado debater o tema durante o período eleitoral.

"Eu tenho a visão sobre a questão dos royalties do petróleo que os estados produtores não sejam prejudicados, mas que também possam ser favorecidos os outros estados para que se possa beneficiar o conjunto do país".

A presidenciável disse ainda que seu objetivo é discutir o Brasil para que as Instituições funcionem e que haja meios transparentes de gestão.


Dossiê da Vale

Durante a passagem de Marina Silva no Estado, um dossiê sobre a Vale no Espírito Santo foi entregue pelo advogado Nelson de Aguiar à presidenciável.

No documento, afirma o advogado, estão detalhadas as ações já protocoladas contra a Vale; os descumprimentos de condicionantes; a conduta do governo do Estado em relação à mineradora; as doações às campanhas eleitorais por meio de subsidiárias; a CPI da poluição realizada pela Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo e a Carta Internacional dos Atingidos pela Vale.

Fonte e Fotos: Nerter Samora

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