terça-feira, 17 de setembro de 2013

Bloqueio à Rede ameaça democracia


De Sérgio Abranches

A Rede no momento é mais que o partido: é um teste ácido para a democracia e a Justiça Eleitoral. Só será partido e, portanto, sujeito à contestação ou beneficiário do apoio popular, nas linhas das divisões que o eleitorado vier a assumir, após o seu registro. Seu desempenho partidário será, então, um desafio para suas lideranças, filiados e eleitores. Hoje, seu registro é um problema de todos que querem uma democracia com igualdade de condições e oportunidades e plenamente competitiva.
Não é preciso militar no campo ambiental, nem ser ambientalista para saber que Marina Silva está sofrendo um claro assédio coronelista. Há cartórios da Justiça Eleitoral usando práticas de currais eleitorais, sob controle de diferentes partidos dominantes, para barrar o registro da Rede, seu partido. Enquanto isso, partidos sem identidade ou história e apoio social conhecido, são registrados em silêncio. O Solidariedade, cuja formação, com muito menos capacidade de mobilização, embora contando com base sindical e a liderança de Paulinho da Força, que tenta impossível anonimato, tem transitado sem dificuldades similares pelo processo de registro na Justiça Eleitoral. Tudo indica que conseguirá o registro em tempo. O PEN (Partido Ecológico Nacional), já obteve o seu. O Solidariedade, mesmo antes do registro, já entrou no mercado de trocas partidárias, mostrando que em nada inovará e nada acrescentará ao sistema partidário brasileiro. O PEN é uma sigla vazia. Seu conteúdo político será definido pelas lideranças que o assumirem de fato. A Rede representa um movimento, tem uma liderança clara e transparente, que não nega, nem tenta disfarçar sua atuação na construção partidária, com base social e ampla popularidade. Todavia é a sigla com mais dificuldades de avançar na obtenção do registrado. Será por isso que enfrenta obstáculos?
Todo o procedimento autocrático de cartórios notoriamente sob a influência política de chefetes ou chefões locais, sem qualquer transparência, conta com certa distância complacente do Tribunal Superior Eleitoral. O TSE deveria resguardar a lisura, a isonomia de tratamento e a transparência do procedimento de registro, que é uma fase crítica do processo democrático pré-eleitoral. Ao examinar o recurso da Rede, deveria se indagar porque a maioria das assinaturas em apoio à formação do partido glosadas pelos cartórios é de pessoas que não votaram nas últimas eleições, seja porque não estavam obrigadas, por estarem acima da idade do voto compulsório, seja porque não puderam, por estarem abaixo da idade de votar naquela data. Foi assim também com os outros? Quantas assinaturas foram rejeitadas sem qualquer justificativa no processo de registro do PEN ou do Solidariedade? No caso da Rede foram em torno de 100 mil. Não seria o caso de rejeições sem justificativa aceitável, juridicamente fundamentada, serem revertidas liminarmente pelo TSE em assinaturas válidas?
Encontrei-me com Marina Silva recentemente em um evento público. Enquanto conversávamos, foi abordada para fotos, uma palavra, uma história, como é natural, por grande número de pessoas. A maioria acima da idade para o voto compulsório ou muito jovem para ter podido votar nas últimas eleições. Os cartórios miraram nesses setores numerosos de sua base eleitoral, para rejeitar apoiamentos. É no mínimo esquisito.
Marina Silva está confiante, mas preocupada. Tem mesmo que estar preocupada. Os anais recentes da política brasileira registram enorme retrocesso oligárquico e coronelista, sobre o qual já escrevi aqui. Só os tribunais superiores, mais comprometidos com a legalidade, a isenção e a racionalidade dos atos da Justiça podem controlar e coibir o desmando cartorial nos currais eleitorais de numerosos estados da federação. E ela deve estar confiante também, a mobilização de suas bases é visível e inegável. O sucesso na criação de diretórios estaduais e regionais supera o de muitos outros partidos, cujo processo de registro não teve a mesma transparência, nem enfrentou as mesmas dificuldades. A Rede opera à luz do dia e torna públicas as dificuldades que vem enfrentando, muitas, se não inéditas, no mínimo pouco usuais.
A maior desvantagem de Marina Silva é sua postura. Não quer usar as mesmas armas dos que conspiram contra a democracia eleitoral. “Não queremos ficar como eles, queremos manter a diferença”, ela me disse. E deve. Mas precisará usar recursos significativos de mobilização e pressão para contrapor alguma força à truculência coronelista que retornou à prática política brasileira nos últimos anos. Quem quiser saber mais sobre essas práticas, recomendo ler o clássico de Victor Nunes Leal, Coronelismo, Enxada e Voto. Com as necessárias atualizações de contexto e tecnologia, continua um retrato fiel dessas práticas contumazes de anulação das regras eleitorais pela discricionariedade, acobertada pela falta de transparência.
Não sei se a Rede tem ou não o número de assinaturas requeridas pela lei. Suspeito que tenha e que parte das rejeições seja espúria. Determinar isso com precisão e presteza seria função prioritária do TSE. E por quê? Porque é obrigação precípua do TSE garantir a eleição mais livre, legítima, representativa e democrática possível. Uma eleição é tão mais livre, legítima, democrática e representativa, quanto maiores forem a incerteza e a competição. Eliminar uma força que já se provou relevante, ter ampla base social, lideranças com alto grau de legitimidade e popularidade e elevada participação de pessoas que exercem o voto voluntário, portanto, que tendem inercialmente para a alienação eleitoral, reduzindo o universo de votantes, significa reduzir a competição e a representatividade da eleição.
É claro que o fator Marina Silva introduz incerteza no resultado do pleito, que até a queda recente da popularidade da presidente Dilma Rousseff (que permanece abaixo dos 50%, que são o limite da zona de conforto), era dado como apontando para relativamente tranquila reeleição da presidente. Também interfere na rivalidade obsoleta entre PSDB – hoje um partido sem liderança clara e sem identidade – e PT, um partido outrora de bases sindicalistas e populares, que se peemedebizou. Tornou-se um partido com espinha dorsal gelatinosa e moldável.
Essa desarrumação do tabuleiro eleitoral promovida pela candidatura de Marina Silva, com um índice de popularidade superior ao dos candidatos com mandato, como Aécio Neves e Eduardo Campos, incomoda. Elimina certezas, desfaz arranjos predeterminados, ameaça de cancelamento contratos oportunistas mais açodados. E é isso que alimenta o cambalacho, a rejeição de assinaturas sem justificativa, de modo discricionário e autocrático. No mundo cartorial, tudo pode ser justificado: há leis, regras e procedimentos rotinizados, burocratizados. Se não há justificativa, não há base em nenhuma lei, regulamento ou rotina, logo, o TSE deveria decidir liminarmente que, dada a ausência de base, vale a decisão pró-demandante, ou seja a aceitação das assinaturas. É o princípio, por analogia, do notório in dubio pro reo.
A prevalecer o tratamento desigual para desiguais nos tribunais superiores do Brasil, a democracia brasileira sofrerá um duro golpe judiciário. Ela já está em crise. É evidente a falta de representatividade dos partidos existentes. É nítida a disfuncionalidade de muitos procedimentos legislativos. É patente a arbitrariedade de decisões ao arrepio da vontade popular, do bom senso e da justiça. São todos componentes da democracia, além da transparência e do tratamento igual para todos perante a lei. Democracia demanda uma grande dose de bom senso dos Três Poderes. Exige que a Justiça se faça com um olho na Constituição e na lei e outro no povo de quem deve emanar o poder em primeira instância, e seja cega às pressões dos poderosos.
A democracia está em cheque em todo o mundo. A política não se atualizou. A representação se estiolou. As sociedades avançaram. Temos uma ágora social, articulada pelas redes sociais, que debate, inquieta, mobiliza, mostra indignação, protesta e constrói caminhos de esperança. Mas não temos ainda a ágora política, que dê voz efetiva aos cidadãos, que reflita as demandas da ágora social. Teremos que caminhar para ela.
Essa marcha para o aprofundamento da democracia não invalida, nem preclui, os princípios elementares da democracia representativa, como os direitos individuais; a liberdade de expressão, reunião, organização e voto; a liberdade de imprensa; a competição com isonomia (igualdade de oportunidade e condições) na busca da poliarquia, em contraposição à oligarquia vigente e como antídoto máximo à autocracia.
O destino da Rede não será um evento trivial. Será um divisor de águas e um teste fundamental, ácido mesmo, para a Justiça Eleitoral. Por ele saberemos se ela está cumprindo a função de proteger a democracia e fazer valer a vontade popular ou se, por complacência ou anuência, está dando cobertura às manobras oligárquicas.
Uma vez registrada a Rede, cada um votará como quiser, em quem quiser. Mas até lá, todos que são pela democracia, são pela Rede.

Fonte:

Puro exibicionismo!!! - Chiquinho Scarpa diz que enterrará seu Bentley no jardim


Chiquinho Scarpa e Bentley
O que você faria se fosse dono de um Bentley Continental que custa cerca de 1 milhão de reais? O empresário Chiquinho Scarpa resolveu dar um destino diferente para o seu xodó: enterrá-lo no jardim.
Scarpa publicou a foto acima em sua página no Facebook na segunda-feira (16) e disse: “Decidi fazer como os faraós: essa semana vou enterrar meu carro favorito, o Bentley, aqui no jardim de casa!! Enterrar meu tesouro no meu palácio rssss!!!“.
De acordo com relatos em sua página na rede social, a inspiração veio após assistir um documentário sobre os faraós do Egito que mostrou que as riquezas na época eram enterradas para se ter uma vida confortável “do outro lado”.
JAC J3 Cápsula do tempo
Numa situação totalmente diferente, a JAC Motors também enterrou um carro. Um J3 virou uma cápsula do tempo, idealizada por Habib, sendo enterrado nas imediações da futura fábrica. Dentro, cerca de 2 mil mensagens recebidas pela internet, objetos como iPhone, vidro de geleia e lata de Coca-Cola. Segundo o plano inicial, a ideia é desenterrar a cápsula em 26 de novembro de 2032.

sábado, 14 de setembro de 2013

Marina Silva participa do quadro Crianças Curiosas neste sábado

Marina Silva é a participante do quadro "Crianças Curiosas". Ela responde aos pequenos ManuelaYasmin,IsabelyKaikIsabella e VitinhoA ambientalista fala sobre a trajetória na política, filhos, a amizade com Chico Mendes e a possível candidatura à presidência em 2014.
Raul Gil e Marina Silva (Foto: Rodrigo Belentani/SBT)
Confira algumas frases de Marina:
"Eu ainda não estou no lugar de candidata, é uma possibilidade. Neste momento estou fazendo um esforço para registrar o partido Rede Sustentabilidade" (sobre a possível candidatura à presidência para 2014)"As manifestações não são necessariamente contra o governo, elas são a favor do Brasil, a favor da saúde, da educação, do desenvolvimento com justiça social" (sobre as manifestações ocorridas no Brasil)"Política não é um emprego, é um serviço""Somente aos 16 anos fui para a cidade e comecei a estudar" (sobre ir para escola tardiamente)"A educação fez um milagre na minha vida. Talvez sem ela, eu nunca estivesse aqui" (sobre a importância de estudar)"Eu tinha um sonho quando era criança de ser freira""A educação deve ser um projeto de todos os governos. E chegou a hora de pensarmos nas futuras gerações""Eu nunca encarei preconceito por ser mulher na política. As pessoas até tem uma posição contrária a minha, mas é porque pensam diferente daquilo que eu penso"
PROGRAMA RAUL GILNeste sábado, às 14h15 

‘Na Serra 112 mil pessoas vivem de programas sociais’

O DESAFIO DO PREFEITO AUDIFAX BARCELOS (PSB) É MUDAR ESSA REALIDADE


Audifax Barcelos (PSB) foi o único dos quatro prefeitos das cidades em condições de ter segundo turno que venceu na primeira etapa a eleição de 2012. Mas as dificuldades não estavam apenas na disputa. Com a anexação de três bairros, a Serra passou a ser o maior município da Grande Vitória. Seja em extensão territorial, seja em população.
Passados os 200 dias da gestão, o prefeito faz um balanço desses primeiros meses e projeta três anos de dificuldades para o município. Mesmo assim, se diz animado com o cargo. Nesta entrevista ele fala sobre as prioridades da gestão, as dificuldades desses primeiros meses e os avanços. 
No campo político, comenta as expectativas para a disputa do próximo ano e seu papel nas projeções do PSB para a disputa ao governo do Estado e na busca de manutenção da representatividade na bancada federal. Mas destaca que seu foco é a administração do município e que a política ficará para 2014. 
Século Diário – Prefeito, são mais de 200 dias de gestão e o senhor assumiu em uma situação financeira bem complicada. Como está a Serra hoje?
Audifax Barcelos – Este mandato está muito diferente do meu primeiro em todos os sentidos. Ser prefeito hoje tem várias dificuldades, mas estou feliz, animado, passando esses dias todos com muita dificuldade. Estou gastando muito minha energia para dentro da Serra. Algumas lideranças vêm me cobrando, até por ter sido deputado federal, de sair um pouco da Serra. Mas não tenho tempo para isso. Minha presença dentro da administração é fundamental para arrumar a casa. E arrumar a casa em todos os sentidos. É o que eu fiz nesse primeiro momento. Atendendo fornecedores, com problema de pagamento no município. Houve de fato uma queda na receita da Serra, assim como em outros municípios, mas na Serra isso foi muito forte.
– O senhor se refere ao fim do Fundap?
–  A questão do Fundap [Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias] foi muito forte e também o passivo que a gente tinha. Gastei muito tempo para fazer projetos. Vislumbrei também que os próximos três anos não serão fáceis. Estou gastando este tempo para elaborar projetos. Com esses projetos em mãos, vamos buscar financiamento com o governo do Estado, com o governo federal e outros órgãos financiadores. Ao mesmo tempo, estou arrumando a casa dentro da cidade, do ponto de vista de obras paradas, do pagamento de dívidas, buscando melhorar a receita no município. Diminuímos o número de cargos comissionados, acabamos com as comissões. Fomos o único município a criar um plano de incentivo à aposentadoria para diminuir a folha. Conseguimos quase 200 funcionários que se inscreveram para se aposentar. Paralelo a isso trabalhei para aumentar receita. Instalamos o protesto. Muitas pessoas que têm dívida ativa estão sendo protestadas. É lógico que estamos fazendo isso em cima de médios e grandes devedores, não estamos fazendo isso com pequenos devedores. Nós, prefeitos, precisamos romper com essa cultura do medo. Foi criada uma cultura nos meios políticos, entre os prefeitos, que é a cultura do medo. 
– O senhor está se referindo à questão da independência dos municípios?
–  Foi instalada na classe política essa cultura do medo. São controles excessivos e vai piorando ano após ano, esse controle excessivo na administração pública, e nós prefeitos, secretários, deixamos de ser empreendedores, deixamos de buscar alternativas, porque hoje tudo é não pode, não pode. 
– Tem sempre o fantasma da improbidade...
– Tem o fantasma da improbidade, tem o fantasma dos controles, que tem um lado bom por causa da transparência e da democracia, mas isso não pode nos trazer essa cultura do medo que faz com que deixemos de ser empreendedores, inovadores. Mas estou feliz, gosto de ser prefeito. Gosto muito mais de ser Executivo do que Legislativo. Estou mais próximo da população hoje. Priorizei a saúde, porque acredito nisso, que pode melhorar. Acredito que o sistema público é o caminho para mudarmos a saúde. A minha população precisa muito disso. É a grande demanda da cidade. E neste mandato estou apostando nisso. No meu primeiro mandato apostei na educação e agora estou apostando muito na saúde. 
– E a questão da saúde na Serra não é só da Serra, porque o município acaba absorvendo as demandas de outros municípios, sobretudo do norte do Estado.
– Nós absorvemos o sul da Bahia, o noroeste de Minas. Hoje a Serra é a maior cidade do Espírito Santo. Não era até o ano passado. Os desafios hoje são maiores, a receita menor, o passivo muito grande. Essas questões deixam cada vez mais difícil ser prefeito, romper com tudo isso. Mas a cada dia sinto minhas forças renovadas para esse desafio. Minha eleição foi baseada nessa bandeira da saúde, então tenho de priorizar isso. E já conseguimos alguns avanços. A distribuição de medicamentos, que era de 55%, agora é de 98%. Os exames eram feitos uma vez por semana e agora são todos os dias. O município realizou nesse período um milhão de consultas, isso quer dizer que a população toda da Serra foi consultada duas vezes. Tive muita coragem ao retomar a UPA da Serra Sede. Era uma OS [Organização Social] que tomava conta lá, absorveu no final do ano, e logo em janeiro já tomei uma posição, porque o serviço prestado não estava agradando à população. O custo era enorme. Fiz o inverso que está no mercado e retomamos com muita força a UPA da Serra Sede. 
– O prefeito administra um município bem diferente. Um município grande geograficamente e populacionalmente, cortado por uma BR e com os bairros  separados, com realidades muito diferentes. Com grandes plantas industriais que não contribuem tanto para a arrecadação, como administrar um gigante desses?
– Esse é um grande desafio e é o meu papel de fazer. A Serra é o maior município em população. Cabe dentro da minha cidade Vitória, Vila Velha e Cariacica. A questão da BR é uma grande verdade. Se você pegar a BR no sentido Vitória-Serra, do lado direito você vai ver o comércio, as indústrias, o metro quadrado mais caro da Grande Vitória. Do outro lado não chega esse desenvolvimento. E esse é o nosso desafio, tenho colocado para minha equipe para que fiquemos atentos. Imagine a dificuldade quando uma cidade não é concentrada, o custo da manutenção da cidade. O lixo, por exemplo, que é recolhido em Carapina, e o lixo que é recolhido em Nova Almeida. Temos um bairro que está crescendo muito na divisa com Fundão e o custo é muito caro. Não posso botar uma base em Nova Almeida, uma base em São Tiago, que está crescendo, precisa de escola, saúde, desenvolvimento. Mas este é o nosso desafio e estou animado para isso. 
–  Mas a desigualdade é muito grande, não é? 
– Vou te dar um dado. Temos 112 mil pessoas que vivem à base dos programas sociais do governo federal. De uma população de 467 mil habitantes, na Serra 112 mil pessoas vivem de programas sociais. Meu desafio é mudar essa realidade. 
– Essa discussão da desigualdade passa pela implantação das transnacionais no município na década de 1970, que atraíram uma população de fora do Estado, criando bolsões de pobreza que geraram ônus sociais que são sentidos até hoje. 
– E eu tenho que ficar atento a esse movimento atual. Estamos preocupados com algumas plantas no norte, próximo da Serra, dos municípios vizinhos, e eu já mandei minha equipe prestar atenção nisso. Em função da proximidade da Grande Vitória, fecharam um hotel em Jacaraípe e ali estão sendo colocados vários funcionários dessa empresa de fora com mão de obra de fora para operar em uma empresa que está se instalando em uma cidade vizinha. Ou seja, nós não recebemos nada de ISS e as pessoas estão lá. Chega ali, fica de frente para a praia, tem um a policlínica a três quadras do hotel em que estão instalados, tem escola e toda estrutura, liga para a família e traz gente. 
– E tem a questão da segurança também...
– Os problemas sociais, com todo respeito aos trabalhadores, porque isso pode aumentar prostituição, gravidez na adolescência, drogas. Estamos falando de hoje. Temos que ficar atentos a esses movimentos. 
– Outra realidade bem diferente de sua primeira passagem pela prefeitura é que a Câmara agora conta com 23 vereadores. Como é a relação com o legislativo?
– Temos uma relação boa. Temos adversários e a gente respeita.
– Mas o prefeito tem maioria?
– Temos maioria, mas temos adversários, encaro isso com naturalidade. Tenho colocado para a equipe é bom quando ela é responsável e verdadeira, porque nos alerta e faz com que estejamos vigilantes. Acho importante para os governos ter oposição. Temos de tirar proveito disso. Enquanto gestor, é bom para mim. Se nós errarmos vai ter proporção, nas pequenas coisas, e nas grandes nem se fala. Desde o uso de carro, de conta de telefone, celular. Acho isso salutar e temos que ter maturidade para saber que isso é importante. O que nos deixa mais tenso é quando isso é usado de forma irresponsável, eleitoreira. Aí isso é ruim para a cidade, para a população. Temos que saber distinguir, mas temos que respeitar, saber que eles foram eleitos também e ter essa visão de que administração é isso, vida pública é isso. Mas estamos indo bem. Aprovaram a redução de cargos comissionados, aprovaram a aposentadoria incentivada, a cobrança de protestos. Temos conseguido apoio dos adversários porque entendem que isso é importante para a cidade. 
– Recentemente o prefeito deu uma limpa no secretariado?
–  Eu falo com muita tranquilidade não só para meus secretários, mas para todos os cargos de chefia e diretoria. Falei esta semana com toda a equipe da Saúde, é minha prioridade, a população vai me cobrar. A gestão é algo muito dinâmica e nesse primeiro ano podemos perceber de forma muito tranquila o que vai dar certo ou não vai dar. Eu tenho compromisso com os aliados, com que ajudou a me eleger, mas meu compromisso mesmo é com a população da Serra. No setor público, na política e na vida privada é tudo muito diferente. Estou com 48 anos, ano que vem 49, e vou somando. Na vida pública é 3, 2, 1 acabou. Eu não tenho mais quatro anos, no setor público cada dia é menos um dia, não posso ficar esperando as coisas acontecerem. Fizemos a troca de alguns secretários, alguns por questões pessoais e outros por questão de resultado mesmo. Mas não é pela política, e sim pela necessidade da gestão. Minha equipe é muito boa. Com todo respeito aos demais prefeitos, a minha equipe é a melhor do Estado.
– O ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT) é uma grande liderança política e continua tendo um capital forte no município. Vocês já tiveram embates eleitorais. Como lidar com essa disputa na sua gestão?
– É uma liderança que tem de ser respeitada. Teve sua quantidade de votos na eleição do ano passado na disputa com a gente. A gente tem de olhar para frente. Não posso gastar energia e tempo com essa questão da disputa política. Se eu fizer isso, não vou conseguir administrar e não vou sair desse momento que estou. Eu falo para a minha equipe que é preciso focar na gestão, nos resultados da gestão, na gerência, na saúde, que eu tenho colocado como prioridade, nesse momento que estamos passando. É o que eu recomendo o tempo todo para a equipe e para os políticos que estão comigo. Quando vem com uma questão política, eu digo que não é hora disso. É hora de focar na administração. Eu sou muito cobrado para fazer política, mas entendo que não é hora de fazer política. Vou ter meus candidatos no ano que vem, vou lutar por eles, mas vai ser no ano que vem. Peço perdão aos meus aliados políticos, os partidos que me deram base, mas é hora de cuidar da administração.
– A Serra é o maior colégio eleitoral do Estado e no próximo ano cada palmo do município será disputado pelos candidatos tanto proporcionais quanto majoritários. Quando o prefeito leva o Vandinho Leite para o PSB, coloca uma pessoa que sabe se movimentar bem para trazer recursos para a Serra como deputado federal. Como está articulando isso? Até porque, sua candidatura à reeleição é inevitável.
– Mas primeiro eu preciso cuidar da gestão. Se eu fizer uma boa gestão, mostrar resultado e a população estiver satisfeita comigo, eu vou ajudar essas pessoas. É natural. 
– Mas ajuda no seu processo de reeleição também. Porque se a Serra tiver um bom deputado federal captando recursos e sendo de seu grupo vai facilitar o estadual, nem tanto pela proximidade do prefeito com o governo do Estado. 
– Ajuda. Eu preciso da ajuda de um deputado federal para trazer recursos, eu preciso de um deputado federal para me ajudar em Brasília. Mas a preocupação é com a gestão. Eu tenho de fazer um bom mandato, a população tem uma expectativa muito grande em mim. Por mais que eu tenha essa dificuldade financeira este ano, a população aprova esses primeiros meses. O Vandinho é importante, é um político novo, tem habilidade, sabe fazer política, está mostrando na Secretaria de Esportes que entende de gestão também. Está ajudando o governador Renato Casagrande na Serra e fora. A vinda do Vandinho é importante para a Serra e para o PSB. Vai ajudar na manutenção dos dois deputados federais. Eu acredito na reeleição do Paulo Foletto e eu acredito na eleição do Vandinho. O PSB fez dois em 2010 e acredito que vai manter na próxima eleição e eu defendo isso. 
– Mas o senhor vai ter um papel muito importante na reeleição do governador Renato Casagrande. 
– Eu acredito que Renato não vai precisar, não. Ele está fazendo um bom governo. O mandato do Renato é de princípios e também de resultados. A população vai se surpreender durante este ano no campo da segurança, vai ver um diferencial enorme em todos os níveis na segurança. Eu defendo a reeleição de Renato até porque é a ordem natural das coisas. Se não tivesse o instituto da reeleição, poderíamos até discutir isso, mas existe. Se fosse um governo ruim, mas não é o caso do Renato. Não só por causa do PSB, da minha aproximação com ele, mas por princípios e resultados, e por ser a ordem natural das coisas, eu acredito nisso. As pessoas colocam que os dois anos e meio de Renato foram de tranquilidade, de céu de brigadeiro, não foram, não. De vez em quando vejo um ou outro colocando que não precisa de união agora, não foi bem isso. Foi um governo com muitas dificuldades em relação ao Fundap e royalties. Renato gastou muita energia no primeiro ano dele com o Fundap e muita energia no segundo ano com royalties e é isso. Agora encontra uma certa tranquilidade com a gestão. Então, os resultados vão vir, e eu acredito na reeleição dele e vou trabalhar muito para isso. 
– E qual a perspectiva que o prefeito tem em relação às redes sociais para a eleição?
– Não tenho dúvida disso. Nós, da classe política, do setor público, que não entendíamos que isso era uma coisa importante, os últimos acontecimentos serviram para mostrar que esta é e será no futuro a principal ferramenta para tudo. Tenho colocado para minha equipe que temos que rever e repensar essa comunicação. E não é só para as grandes ações, mas no diálogo do dia a dia. Nas coisas simples, se um médico não vai em uma unidade de saúde, isso tem de ser comunicado nas redes sociais. Temos que usar essas ferramentas agora, para a o dia a dia. 
– As pessoas estão incentivadas a cobrar mais?
– Muito mais. Temos que nos antecipar, estar atentos a isso, e nossa equipe tem que utilizar esse instrumento para melhorar os resultados no cotidiano. 



Autorizada construção de casas para 600 famílias


Prefeito Audifax Barcelos destacou que ao todo serão 2 mil unidades construídas no Programa

Jaqueline Vianna
O prefeito da Serra, Audifax Barcelos, assinou na noite da última sexta-feira (13) a construção de 600 unidades habitacionais em Vila Nova de Colares. As casas serão para atender famílias cadastradas nos programas municipais, em especial as que vivem em área de risco ou recebem aluguel social. A obra no bairro será a primeira do programa Minha Casa, Minha Vida na Serra.
“Devido à grande necessidade da população da Serra, definimos a habitação como uma das metas prioritárias desta gestão. Vamos atender inicialmente as pessoas que estão vivendo em áreas de risco e as famílias que recebem o aluguel social. Agora estamos dando a primeira ordem de serviço para 600 casas, mas nos próximos meses vamos ampliar este número em mais 1.400 unidades do programa, totalizando 2.000 casas”, destacou.
O prefeito informou que haverá construção de casas no Minha Casa, Minha Vida também em São Marcos, Carapebus e Jacaraípe.
O vice-governador do Estado, Givaldo Vieira, prestigiou o evento, assim como outras autoridades. O vice-governador elogiou a iniciativa da Prefeitura. “Este momento marca o início de uma conquista para a cidade, onde o prefeito Audifax definitivamente dá inicio ao Minha Casa, Minha Vida. Um esforço verdadeiro para melhorar a vida das pessoas que mais necessitam”, afirmou.
Somente em Vila Nova de Colares serão investidos R$ 36,4 milhões com a construção das unidades habitacionais, numa parceria entre a Prefeitura da Serra e o Governo Federal. O custo de cada unidade é cerca de R$ 60 mil.
As famílias a serem beneficiadas devem estar de acordo com o perfil do Programa, com rendimento de zero até R$ 1,6 mil. Famílias com idosos ou pessoas com deficiência têm prioridade.
O usuário do financiamento deverá pagar uma prestação mensal que varia de R$ 25 a R$ 80,00, em 120 meses.
Os apartamentos têm dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, constituindo uma área mínima de 37 metros quadrados. Os prédios são de quatro andares e devem ficar prontos em 15 meses.
A secretária de Habitação da Serra, Aurea Almeida, informa que essas unidades irão atender a uma demanda reprimida no município. “Essas unidades habitacionais vão contribuir para a melhoria qualidade de vida da população serrana. As famílias já receberão os apartamentos inseridos em um local dotado de infraestrutura com drenagem, pavimentação, abastecimento de água e energia”, destacou.


CRÉDITOS: Secretaria de Comunicação | 14/09/2013

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Abertas inscrições para “Taça Cidade Serra de Ciclismo”

A largada vai acontecer em Bairro de Fátima
DivulgaçãoVai acontecer passeio e corrida

Simone Delevedove
Estão abertas as inscrições para a “Taça Cidade Serra de Ciclismo 2013”, que vai acontecer no próximo dia 22. A largada da prova vai acontecer às 8h30 no Club Aert, em Bairro de Fátima, e a chegada vai ser no Parque da Cidade em Laranjeiras. Haverá corrida e passeio ciclístico, com saída do mesmo local. 
As inscrições  serão realizadas pela internet através dos e-mails presidente@fesc-es.com ou filiação@gmail.com, indicando nome e categoria até o dia 20 de setembro. O percurso da prova será feito por ruas e avenidas asfaltadas.
Os ciclistas podem se inscrever nas categorias open-elite, iniciante, master A, máster B, máster C, MTB open, estreante, feminino, cicloturismo, júnior e paraciclistas. Serão 58 quilômetros de prova para a corrida ciclística.
Os competidores das categorias elite OPEN, master A, master B, master C e MTB vão pagar R$50,00, estreante, feminino e cicloturismo a taxa é R$30,00. As categorias júnior e paraciclismo serão isentas de taxas.
O evento faz parte das comemorações da Semana Nacional de Trânsito, promovido pela Secretaria de Defesa Social da Serra (Sedes), por meio do Núcleo de Operações de Transito (NET), em parceria com a Federação Espírito Santense de Ciclismo (FESC).
Com o tema “Década Mundial de Segurança no Trânsito 2011-2020: Álcool, outras drogas e a segurança no trânsito. Efeitos, responsabilidades e escolhas”, as atividades acontecem no período de 18 a 25 de setembro. Serão realizadas atividades envolvendo várias entidades do município da Serra.
O percurso da corrida vai ser: largada simbólica em Bairro de Fátima, seguindo pela Av. Norte Sul, passando por Hélio Ferraz, Manoel Plaza, São Geraldo, Jardim Limoeiro, São Diogo e Laranjeiras.
Nesse trajeto o comboio da corrida vai sendo controlado, pois a largada oficial vai acontecer na rotatória do Hospital Dr Dório Silva, onde segue pela Avenida Civit, Talma Rodrigues, Audifax Barcelos, sentido Serra Sede. Será feito um retorno na pracinha da Igreja Matriz, volta pelo mesmo trajeto, até chegar ao Parque da Cidade.
Os atletas deverão estar no local da largada uma hora antes do início da prova, pois serão dadas instruções finais e entrega do numeral. Cada competidor vai receber um número que deve ser usado visivelmente nas costas e na parte frontal do capacete, sendo que qualquer dano ou alteração ao número o candidato estará oficialmente desclassificado.
Premiação
I - Categoria ELITE OPEN GERAL
CAMPEÃO: Troféu + R$ 700,00
VICE CAMPEAO: Medalha + R$ 400,00
3º Colocado: Medalha + R$ 200,00
4º Colocado: Medalha + R$ 150,00
5º Colocado: Medalha + R$ 100,00
Poderão correr na ELITE OPEN GERAL quem assim desejar.
II – Categoria MTB OPEN GERAL
CAMPEAO : Troféu + R$ 120,00
VICE CAMPEAO: Medalha + R$ 100,00
3º Colocado: Medalha + R$ 80,00
4º Colocado: Medalha + R$ 75,00
5º Colocado: Medalha + R$ 75,00
Poderão correr na MTB OPEN GERAL quem assim desejar.
III – Categorias: MASTER A, MASTER B, MASTER C, INICIANTE, JUNIOR, FEMININO, PARACICLISMO.
CAMPEAO: Troféu
VICE CAMPEAO: Medalha
3º Colocado: Medalha
4º Colocado: Medalha
5º Colocado: Medalha

CRÉDITOS: Secretaria de Defesa Social | 13/09/2013

Sérgio Vidigal pede exoneração do Ministério de Trabalho



O Jornal Nacional da Rede Globo noticiou nessa noite que o secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho e Emprego, Antonio Sergio Alves Vidigal, pediu demissão do cargo no início da noite desta sexta-feira (13). Ele  que comandaria o pente fino nos convênios da pasta, firmou contrato com instituto alvo de investigações quando era prefeito no ES.


A Polícia acredita que Vidigal facilitou a assinatura de aditivos ilegais em contratos de repasse de verbas para ONG no Ministério do Trabalho.

Ele foi seguido e monitorado  até por meio de escutas telefônicas  pela Polícia Federal, com autorização judicial. Nesta quinta-feira (12), ele enviou um ofício à Superintendência da PF em São Paulo em que se coloca à disposição para prestar esclarecimentos.

Vidigal é ex-prefeito de Serra, no Espirito Santo.Segundo Jornal, durante sua gestão, a prefeitura do municipio fechou um convênio de 4,6 milhões Reais com o Instituto Mundial do Desenvolvimento e da Cidadania (IMDC).


A ação da PF desarticulou um esquema de desvio de dinheiro do ministério por meio de convênios com organizações sem fins lucrativos com atuação em 12 estados. Na terça-feira, o secretário executivo Paulo Roberto Pinto, que ocupava o segundo posto na hierarquia do ministério, também deixou o  cargo.

Deflagrada na última segunda-feira, a operação resultou na prisão de 22 pessoas, apreensão de dinheiro, joias e até um helicóptero.





Fonte: veja.com